A intensificação de conflitos em regiões estratégicas está provocando mudanças importantes na logística internacional. Diversas companhias marítimas voltaram a desviar suas rotas para contornar áreas de risco, evitando a passagem pelo Mar Vermelho e redirecionando navios pelo sul da África, ao redor do Cabo da Boa Esperança.
Essa alternativa aumenta significativamente o tempo de viagem e reduz a capacidade disponível no transporte marítimo global. Estimativas indicam que cerca de 2,5 milhões de TEUs da capacidade mundial estão sendo absorvidos por essas rotas mais longas, pressionando a oferta de navios e impactando prazos logísticos.
Com mais tempo de trânsito e menos capacidade disponível, o mercado pode enfrentar maior volatilidade nos fretes e ajustes nas cadeias de suprimento nos próximos meses.
No comércio exterior, eventos geopolíticos não ficam apenas nas manchetes. Eles redefinem rotas, custos e estratégias logísticas em escala global